Libertar-se

Ser livre, poder caminhar sem medo, pensar e falar sem meias palavras, sem melindres ou pudores. Ser como pássaro que migra, com destino certo porém sem calçadas, estradas, muros ou barreiras, apenas com asas que flutuam sem pressa.

Migrar, para não perecer, e retornar com plumas renovadas.

Ser o que a intuição inspira e deseja. Livre: sem mestres nem amarras, sem a dúvida do amanhã. A certeza é constante quando a providência é amiga íntima. Livre: com fé no pertencimento, na trilha invisível do propósito. Voo livre de volta para o início e até o fim, uma dança circular de eternidade.

O voo é preciso quando a liberdade é o guia.

Posso ser livre, agora, nas palavras que dançam para fora de mim. Posso ser livre no amor, na partilha, no sonho que mora em minhas microscópicas células, que move todo o meu ser, por instinto, para um lugar onde tudo se encaixa.

Libertar-se, descartar os velhos hábitos, as amarras do sistema, dos comportamentos obsoletos, das paranoias, dos preconceitos, romper todo e qualquer laço com aquilo que é contrário à evolução. Ser livre como água de chuva, pétala de flor, cabelo ao vento, nota musical. Sem que a liberdade se configure em produto, obrigação, problema.

Livre: sem medo de compor um simples poema.


Imagem: Nine Köpfer via Unsplash

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