Será que estamos sozinhos no universo?

Olhar para as estrelas é um exercício que me agrada e fascina. Fico perdida em devaneios, imaginando todas as vidas que existem lá no alto, ao nosso redor, a milhares de anos-luz ou bem mais próximo do que imaginamos. Bastaria viajar através de um buraco de minhoca para conhecer os mais incríveis mundos, as civilizações mais avançadas, os lugares mais inóspitos e as formas de vida dignas dos filmes de ficção científica.

Pena que não é assim tão fácil.

Enquanto não conseguimos obter a resposta cientificamente comprovada para a pergunta que é o título desse texto, nos resta recorrer à fantasia. À arte, à literatura, aos filmes que contam histórias de mundos longínquos e aparições de discos voadores.

Hoje estou encerrando uma das minhas leituras do mês, o livro “Contato”. O astrônomo e cosmólogo Carl Sagan, autor deste livro, foi um dos grandes responsáveis por popularizar diversas teorias científicas sobre o universo, a vida e todas as coisas. Foi graças a ele que comecei a questionar se há vida inteligente fora do nosso planeta (e sigo questionando e procurando saber).

“Contato” conta a trajetória da cientista Ellie Arroway, que recebe uma mensagem interestelar vinda da estrela Vega, e que revoluciona a ciência e causa furor na comunidade científica e na sociedade, em geral. Divididos entre a cooperação e a competição, países rivais buscam tentar decifrar o que os alienígenas têm a nos dizer. Todo mundo começa a surtar ao, enfim, descobrir que o ser humano não está só no universo. Será mesmo? E se tudo não passou de uma farsa?

Ficou com vontade de saber mais? Bem, não vou dar spoilers sobre o livro – que, inclusive, foi adaptado para o cinema no fim dos anos 1990 e virou um filme muito bacana. Quero apenas falar sobre duas pulgas que ficaram atrás da minha orelha após essa leitura:

É bem provável que exista vida inteligente, além da humana, universo afora.

Se a gente considerar que “vida inteligente” é algo bastante aberto a interpretações, a probabilidade aumenta ainda mais. A questão é: por que ainda não fizemos contato? Tenho cá pra mim que os alienígenas, como nós, também procuram saber se não estão sozinhos, e que um dia iremos nos encontrar, seja aqui ou “navegando” pelo espaço à procura uns dos outros. Talvez ainda não seja a hora certa…

Por que ficamos buscando fora da Terra o que ainda não conseguimos aprimorar aqui dentro mesmo?

“Contato” é uma história que vai muito além da busca por vida extraterrestre ou por descobertas científicas. Nessa narrativa, o que vemos é o desejo de se conectar com o desconhecido, de se redimir pela falta de traquejo nas relações humanas, de buscar aproximação com algo distante para suprir o medo da intimidade.

Sou incapaz de afirmar com precisão se a vida floresce nas luas de Júpiter ou em planetas cujos nomes são simples siglas. Arrisco palpites, mas são meras esperanças de uma sonhadora. No entanto, vejo a vida pulsar aqui em nossa casa, esse pontinho azul que flutua na imensidão do espaço. Observo a solidão, e a compreendo. Sinto o desamor que nos contamina, sofro com desafeto e falta de empatia. A Terra chora por justiça, compaixão e conexão. Estamos tão distantes uns dos outros…

Será que não é hora de fazer contato com nossos conterrâneos terráqueos? A pergunta “será que estamos sozinhos no universo?” já tem uma resposta, e é “não, não estamos”. Temos a humanidade inteira para conhecer, muitos contatos a fazer. Talvez seja hora de começar a olhar com mais cuidado para as mensagens que nossos irmãos humanos tentam nos enviar, e que ignoramos por não saber interpretá-las – ou por desistir de vibrar na frequência do amor.

Se você está distante, te convido a manter sempre contato. Temos muito a aprender uns com os outros.


Imagem: Quentin Kemmel, via Unsplash

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