O universo, a vida e todas as coisas que existem

A imagem abaixo foi criada a partir de observações complexas e projeções feitas com todos os dados conhecidos a respeito das galáxias que compõem o nosso universo observável.

É a “foto” mais abrangente do que chamamos de universo, porém está longe de ser a representação de tudo o que existe lá fora do nosso planeta azul.

O mapa mais completo do universo, elaborado por astrônomos de forma colaborativa. Tente visualizar a terra daí. Apenas tente.
Este é o mapa mais completo do universo, elaborado por astrônomos de forma colaborativa. Tente visualizar a terra daí. Apenas tente.

Muitos cientistas especulam que, além do universo observável, ou seja, além do alcance da luz e da própria idade estimada do universo, em torno de 13 bilhões de anos-luz, é possível que existam outras coisas. Isto me parece bastante óbvio.

Campo Ultra Profundo do Hubble
Campo Ultra Profundo do Hubble, um espetáculo de tirar o fôlego! Cada um desses pontos mais brilhantes é uma galáxia. São muitas…

Existem muitas fotos como essa circulando na Internet, especialmente o Campo Ultra Profundo do Hubble, que conseguiu captar com muita precisão e nitidez milhares – eu disse milhares – de galáxias e estrelas.

Os estudos dessas imagens permitiram que os cientistas confirmassem algumas teorias, como, por exemplo, a que afirma que o universo é homogêneo e isotrópico, em larga escala. É genuinamente notável viver na era em que estamos, que nos propicia, com alguns cliques na tela do computador, viajar pelos cantos mais longínquos já explorados pelo homem. E há muito o que conhecer, muito o que questionar.

Tendo em vista que sabemos quase nada a respeito do espaço e do Cosmos, é bem provável que a nossa concepção de universo se transforme com o passar do tempo.

Há poucos séculos, o homem pensava que a Terra era o centro do universo e que todos os planetas, e até mesmo o sol, giravam em torno do nosso lar. Muitas pessoas morreram e foram ridicularizadas por refutarem essa ideia, mas o heliocentrismo logo foi comprovado como o modelo correto de composição do nosso Sistema Solar.

À época, embora soubéssemos nomear os planetas e fazer cálculos avançados, jamais poderíamos imaginar que visitaríamos os pontos mais distantes de nossa galáxia e de nosso universo, ainda que através de um equipamento não tripulado.

As mais famosas missões de exploração do espaço, como o telescópio Hubble, as sondas Cassini e Voyager, bem como as diversas estações espaciais que flutuam ao redor do nosso planeta, foram capazes de observar novos corpos celestes, galáxias inteiras que não conhecíamos, além de particularidades dos nossos vizinhos que compõem o sistema solar.

Um conceito artístico da Via Láctea, a nossa galáxia.
Um conceito artístico da Via Láctea, a nossa galáxia.

Hoje temos acesso a informações avançadas sobre toda sorte de corpos celestes que flutuam na imensidão do espaço. Sabemos que existe a possibilidade de haver água e, por conseguinte, vida, em Encélado, uma das sessenta e duas luas conhecidas de Saturno.  

Essa é uma descoberta empolgante, impressionante, como tudo o que envolve esse belíssimo e enigmático planeta, desde os seus anéis até as particularidades de todos os satélites que orbitam ao seu redor.

Fico imaginando que, se houvesse vida neste singular planeta, as noites provavelmente seriam espetáculos deslumbrantes.

Uma das coisas que me fascina a respeito da ciência é que tudo o que sabemos atualmente se baseia na curiosidade, nos experimentos, nas vivências e nos questionamentos dos gênios dos séculos passados. Graças a eles, os pesquisadores de hoje conseguem descobrir partículas cada vez mais complexas, muito menores que os átomos que compõem tudo, absolutamente tudo o que existe.

Não é lindo isso? Essa noção dos átomos, elétrons, das partículas do chamado Modelo Padrão da física nos ajuda a compreender a nossa conexão com o universo de uma forma muito mais intrínseca do que simplesmente dizer “nós somos cidadãos da Terra, e a Terra está localizada no universo“. O próprio conceito de ecologia ganhou força após a exploração da Lua, justamente por nos fazer perceber como somos pequenos e frágeis diante da imensidão do espaço que nos cerca.

E, afinal, o que é o espaço? E o tempo, e a matéria escura, e os buracos negros? Quais são os mistérios que regem a origem de todas as coisas que existem? Por que ainda conseguimos ver estrelas que já não existem há milhares de anos?

Apesar das teorias do big bang, e das tantas explicações que já encontramos para muitas dessas indagações, ainda restam milhares de perguntas sem respostas – e é esse o grande impulsionador da ciência. E os cientistas de hoje serão os norteadores das futuras gerações.

Você pode estar se perguntando o que isso tem a ver com um blog que aparentemente trata de literatura. Oras, tem tudo a ver. Os grandes pensadores e cientistas que nos conduziram ao momento científico em que nos encontramos não eram simples matemáticos, físicos, químicos ou indivíduos voltados somente para as ciências exatas. Nada disso. O que os movia era o seu lado mais humano, as dúvidas que pairam sobre todos nós – de onde viemos, para onde iremos, do que somos feitos, qual o tamanho do universo, etc., etc., etc…

Imagem dos Pilares da Criação, um aglomerado de poeira e gás localizado a 7.000 anos-luz da Terra. Segundo a Nasa, esses Pilares não existem mais, embora ainda possamos vê-los.
Imagem dos Pilares da Criação, um aglomerado de poeira e gás localizado a 7.000 anos-luz da Terra. Segundo a Nasa, esses Pilares não existem mais, embora ainda possamos vê-los.

No livro O Guia do Mochileiro das Galáxias, o supercomputador Pensador Profundo, após mais de 7 milhões de anos, calcula uma resposta para a vida, o universo e tudo mais: 42.

Isso porque os seres hiperinteligentes não sabiam qual era a pergunta correta a fazer. Apesar de ser uma ficção satírica, o livro nos convida a refletir sobre quais são as perguntas que valem a pena serem feitas e investigadas – e isso, segundo os grandes cientistas, é o principal ponto de partida para chegar a algum lugar válido.

Para mim, todas as vezes em que me pego pensando sobre o universo, a origem da vida e de tudo o que existe, eu não consigo simplesmente imaginar que é tudo obra de uma série de acasos.

São muitas as coincidências que permeiam a nossa existência e a de todo o cosmos – desde o fato de sermos compostos da mesma matéria até o fato de tudo ser tão harmoniosamente equilibrado.

As leis da física que mantêm os corpos celestes em suas respectivas posições são perfeitas e complexas demais para serem apenas o resultado de eventos aleatórios. Independente das conclusões científicas a respeito da origem de tudo, eu gosto de pensar que existe uma inteligência, um Criador por trás de tudo, não necessariamente como nos ensina a Bíblia.

E, sendo assim, quem é esse Criador? De onde ele veio, como criou tudo a partir do zero? Quem o criou? Por que Ele nos criou?

Bem, esse é um tema para outro texto que, provavelmente, assim como este aqui, não trará muitas respostas…

3 comments

    1. Talvez por isso seja mais fácil supor que a criação é toda uma obra do acaso. Porque o acaso não tem muita explicação, é aleatório. Agora, essas perguntas, vixe… são muito mais difíceis de responder!

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